Fundos para investir em 2023

Abril / 2023
30 minutos de leitura

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Publicado por: Priscilla Arroyo

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Priscilla Arroyo

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Não é segredo que ter um percentual da carteira alocado em ações é uma ótima estratégia de diversificação – para investidores que têm o perfil adequado para a Bolsa, é claro.

No entanto, diante dos mais de 400 ativos à disposição, escolher em quais empresas investir não é uma tarefa das mais fáceis. Não é à toa que, hoje, no Brasil, mais de 6 milhões de pessoas investem em ações por meio de fundos. O número é maior que as 5,8 milhões de pessoas que fazem os aportes diretamente na B3! 

Neste material, você vai conferir uma seleção de 10 fundos de ações que apresentaram rentabilidade superior a 70% nos últimos 36 meses. Mesmo que rentabilidade passada não signifique rentabilidade futura, este é um guia interessante para quem busca veículos que mostraram uma boa estratégia de gestão ao longo dos últimos três anos.

Boa leitura!

Índice

Por que investir por meio de fundos?

Investir em ações por meio de fundos é contar com um profissional – o gestor – que tem larga experiência no mercado e fará a escolha dos ativos e da estratégia por você. Dessa forma, a chance de investir em empresas que têm bons fundamentos e bom potencial de crescimento é muito maior.

“O investidor deve focar a energia naquilo que ele é bom. Seja uma médica, um  empresário, ou um engenheiro. Ao adquirir cotas de fundos, a pessoa passa a contar com uma equipe inteira para analisar o cenário econômico e os fundamentos das companhias. Na prática, a possibilidade de formar um portfólio assertivo é bem maior, diz Pedro Oliveira, sócio e CMO do Mais Retorno.

Além disso, quando os aportes são feitos por meio de fundos, as possibilidades de diversificação aumentam. É possível agregar à carteira fundos de ações de empresas estrangeiras e de médio porte, por exemplo.

A seguir, você confere a seleção de fundos feita por meio da ferramenta “Rastreador de Fundos”, do site Mais Retorno. Trata-se de uma compilação que considera fundos abertos de ações com mais de 100 cotistas, e patrimônio líquido mínimo de R$ 1 milhão.

“Escolhemos o período de 36 meses para destacar a rentabilidade, porque com esse período de tempo conseguimos fugir da volatilidade – e ter uma visão panorâmica da gestão. Dessa maneira, é possível excluir da lista os fundos que, eventualmente, apresentaram rentabilidades atrativas por sorte. Assim, chegamos a uma seleção de fundos que mostram consistência”, diz Oliveira.

Ranking de Fundos

1- TRÍGONO DELPHOS INCOME FIC FIA

Rentabilidade em 36 meses*: 186%

O Fundo tem como objetivo investir em ações de empresas com histórico consistente de distribuição de dividendos.

O Fundo também busca alocar recursos em ações de empresas com potencial de proporcionar ganhos de capital por meio da valorização das ações no longo prazo. Para isso, os gestores consideram critérios de boa governança, desenvolvimento social e respeito ao meio ambiente. 

Aplicação mínima: R$ 50,00

Taxa de Administração: 2% ao ano

Taxa de Performance: 20% sobre o que exceder 100% do IDIV (Índice de Dividendos)

Patrimônio Líquido**: R$ 399,5 milhões

Conheça o líder da equipe de gestão:

Werner Roger: sócio-fundador e CIO da Trígono, atuou como gestor de renda variável nos últimos 15 anos, com foco em small caps. Com 40 anos de experiência no mercado, trabalhou no Banco Chase Manhattan, no Citibank, no Western Asset Management (Legg Mason) e na boutique de investimentos Victoire Brasil Investimentos.

Sobre a gestora

A Trígono foi fundada em 2018 e reúne profissionais com mais de 40 anos de experiência no mercado. Tem R$ 2,3 bilhões de patrimônio sob gestão e mais de 110 mil clientes.

2- ORGANON FIC FIA

Rentabilidade em 36 meses*: 158%

O fundo tem como objetivo proporcionar aos seus cotistas ganho de capital por meio do investimento no mercado de ações. O fundo tem horizonte de retorno no médio e longo prazo e aplica, no mínimo, 95% do seu patrimônio em cotas do Organon Master FIA.

Aplicação mínima: R$ 10 mil (acesso somente para investidores qualificados)

Taxa de Administração: 1,80% ao ano

Taxa de Performance: 15% sobre o que exceder 100% do IPCA + 5% ao ano

Patrimônio Líquido**: R$ 164,7 milhões

Conheça os gestores:

André Carvalho: atua no mercado financeiro desde 2008, com passagens pelo HSBC Private Bank, BTG Pactual e Pequod Investimentos. Possui MBA em Finanças pelo IBMEC e Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). É graduado em Administração de Empresas pela Universidade Salvador (UNIFACS).

Eduardo Pilieggi: com uma carreira focada no exterior, tem experiência como analista de investimentos na Lotus Peak Capital em Cingapura. Também já atuou no setor de Project Finance no Crédit Agricole CIB, em Nova York. É graduado em Administração de Empresas pela Regent´s University London.

Sobre a gestora

A Organon Capital é uma gestora independente, fundada em 2020, que tem como objetivo gerar valor para os cotistas buscando retornos consistentes no longo prazo.

3- EXPLORITAS LATAM FIC FIA

Rentabilidade em 36 meses*: 149%

O fundo busca retornos superiores ao benchmark por meio de análise fundamentalista. O objetivo é buscar retornos consistentes e superiores ao Ibovespa investindo em ativos no Brasil e em outros países da América Latina.

Aplicação mínima: R$ 5 mil (acesso somente para investidores qualificados)

Taxa de Administração: 2% ao ano

Taxa de Performance: 20% sobre o que exceder 100% do Ibovespa

Patrimônio Líquido**: R$ 3,07 milhões

Conheça os gestores:

Daniel Delabio: com experiência de 16 anos no mercado, trabalhou no Dimaio Ahmad Capital LLC, em Buenos Aires, como responsável pela gestão do Book de Equities. Na Planner Asset Management, foi Portfolio Manager. Delabio também trabalhou no Fundo Explorador por 10 anos, responsável pela gestão de Bonds e Equities no mercado brasileiro e da América Latina. É formado em Administração pela FGV-SP.

Edson Sarti: começou no mercado financeiro em 1987 e passou por tesourarias dos bancos ING, The Bank of New York e Barclays. Atuou na gestão de recursos do Banco Safra e foi Head de Trading do Barclays no Brasil, responsável pela gestão dos books locais e offshore de renda fixa e câmbio. É formado em Administração de empresas pela PUC de São Paulo e tem MBA em Derivativos USP/ BM&F.

Sobre a gestora

A Exploritas é uma gestora de recursos independente, fundada em 2014, que tem foco em renda fixa e renda variável nos mercados do Brasil e da América Latina. Seus sócios atuam no mercado financeiro desde 1990, e na América Latina desde 2005.

4- CHARLES RIVER FIA

Rentabilidade em 36 meses*: 136%

O fundo tem uma política de investimento que prioriza o aporte em ações. Os gestores se baseiam na análise fundamentalista para identificar ativos cujos preços de mercado sejam consideravelmente inferiores ao seu valor intrínseco. O objetivo é entregar retornos consistentes no médio e longo prazo.

Aplicação mínima: R$ 5 mil

Taxa de Administração: 2 a 2,5% ao ano

Taxa de Performance: 20% sobre o que exceder 100% do Ibovespa

Patrimônio Líquido**: R$ 249,9 milhões

Conheça o gestor:

Camilo Marcantonio: sócio-fundador e Gestor da Charles River Capital, trabalhou por 8 anos na Bain & Company prestando consultoria estratégica para a alta gestão de grandes empresas e private equities. É formado em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e tem MBA com distinção pela Harvard Business School. É membro do Conselho de Administração da Klabin e da Nortec Química.

Sobre a gestora

Charles River Capital é uma empresa de gestão de recursos independente, com foco na gestão de fundos de renda variável. A gestora conta com uma equipe própria de análise, e os gestores têm parte relevante do patrimônio investido nos fundos.

 

5- FRANKLIN ROYCE AÇÕES SMALL CAPS EUA FIA IE

Rentabilidade em 36 meses*: 134%

O Fundo investe em cotas do Fundo FTGF Royce US Small Cap Opportunity. O veículo tem como objetivo a valorização do patrimônio por meio do investimento em ações de empresas de pequeno porte sediadas nos Estados Unidos (embora o portfólio possa não se limitar a isso).

Aplicação mínima: R$ 500 (acesso somente para investidores qualificados)

Taxa de Administração: 1% ao ano

Taxa de Performance: não há

Patrimônio Líquido**: R$ 31,4 milhões

Conheça o gestor:

Daniel Popovich: portfolio manager responsável pelos mandatos da Franklin Templeton Investment Solutions no Brasil desde abril de 2022. Trabalha no mercado financeiro desde 2012 – foi Sócio da JGP Wealth Management onde era responsável pela seleção de fundos offshore, e atuou como Gerente Sênior do Bradesco Private Bank. É formado em Administração de Empresas pela Reichman University – IDC Herzliya, com especialização em Finanças.

Sobre a gestora

A Franklin Templeton é uma organização global de gestão de investimentos fundada em 1947 em Nova York, com sede na Califórnia. Com mais de US$ 1,5 trilhão em ativos sob gestão e escritórios em mais de 30 países, a Franklin Templeton hoje é uma das maiores gestoras de recursos independentes do mundo. A equipe do Brasil é formada por mais de 26 pessoas, sendo 11 profissionais dedicados exclusivamente à gestão

 

6- TARPON GT FIC FIA

Rentabilidade em 36 meses*: 129%

Fundo de renda variável com foco em uma carteira comprada de ações que investe em  qualquer tipo de empresa – especialmente locais, mas também internacionais.

As decisões de investimentos são feitas de forma centralizada, com uma abordagem de investimentos Bottom-up (abordagem da análise fundamentalista que prioriza os dados da empresa e do setor a que ela pertence). O fundo tem como objetivo superar o Ibovespa no longo prazo.

Aplicação mínima: R$ 1 mil

Taxa de Administração: 2% ao ano

Taxa de Performance: 20% do que exceder 100 % do Ibovespa

Patrimônio Líquido**: R$ 334,1 milhões

Conheça os gestores:

Zeca Magalhães: antes de fundar a Tarpon, trabalhou na área de portfólio management da Patrimônio/Salomon Brothers e no JP Morgan/Chase. Foi  business associate na GP Investimentos. É presidente do Conselho de Administração da Omega Geração. É formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Rafael Maisonnave: sócio e portfólio manager do Tarpon GT, trabalhou como gerente de investimento no Pátria, como analista de negócios da Roland Berger Strategy Consultants e como CFO da Casa do Pão de Queijo. É formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Sobre a gestora

A Tarpon foi fundada em 2002. Além dos investimentos passivos em bolsa, a gestora participou ativamente da gestão de uma série de companhias. A tese de investimento se baseia na busca por empresas com grande potencial de criação de valor no longo prazo. Os sócios e o time são os maiores investidores individuais dos fundos.

7-ARBOR GLOBAL EQUITIES BRL FIC FIA BDR NÍVEL I

Rentabilidade em 36 meses*: 88%

Iniciado em 2015, o fundo investe exclusivamente em ações de empresas com modelos de negócios excepcionais, que alocam capital de forma disciplinada. A exposição às moedas dos investimentos em empresas estrangeiras é neutralizada com hedge cambial.

Aplicação mínima: R$ 1 mil  (acesso somente para investidores qualificados)

Taxa de Administração: 1,87% ao ano

Taxa de Performance: 20% do que exceder 100 % do IPCA + 6%

Patrimônio Líquido**: R$ 113,5 milhões

Conheça o gestor:

Leonardo Otero: administrador de empresas pela PUC-Rio e aficionado por investimentos. Sua base de formação como investidor foi construída com a literatura de value investing e 6 visitas à reunião anual da Berkshire Hathaway. Dada a carência de fundos dedicados a investimento global, decidiu fundar a Arbor para gerir capital proprietário.

Sobre a gestora

A Arbor é uma gestora de recursos independente fundada em 2014. Sua equipe de investimentos se dedica a identificar e compreender empresas com modelos de negócios excepcionais em setores que consistentemente apresentam retornos acima da média. Toda a equipe se dedica a uma única estratégia de investimento – e cada pessoa investe parte relevante do patrimônio individual nos fundos da gestora.

8- BIGUÁ VENTURE VALUE FIA

Rentabilidade em 36 meses*: 81%

O Fundo tem como objetivo proporcionar ganhos de capital a médio e longo prazo  por meio do investimentos no mercado acionário – sem perseguir uma alta correlação com qualquer índice de ações específico. A seleção dos ativos prioriza empresas que possuam um bom histórico de lucratividade, um excelente nível de Governança Corporativa, e/ou que tenham valor de mercado descontado.

Aplicação mínima: R$ 100,00

Taxa de Administração: 2 a 2,5% ao ano

Taxa de Performance: 20% do que exceder 100% do Ibovespa.

Patrimônio Líquido**: R$ 35,8 milhões

Conheça os gestores:

Flavio Clemente: sócio-fundador da Biguá Capital e membro do Comitê de Investimentos. Antes de fundar a Venture (antiga Biguá), foi presidente da Cia Nacional de Hotéis (Hotel Miramar) e presidente do Riocentro.

Paulo Pavarini: sócio desde 2017, participa do Comitê de investimentos da Biguá Capital. Atuou como membro em diversos conselhos, criou a Pavarini DTVM e foi vice-presidente do Banco do Brasil.

Sobre a gestora

A Biguá Capital tem como propósito buscar oportunidades que tenham potencial de entregar retornos consistentes no longo prazo. A equipe baseia as decisões de investimentos em análises profundas de empresas com alto potencial de crescimento. Os gestores costumam buscar ativos que passam despercebidos ao olhar dos analistas.

9- GTI DIMONA BRASIL FIA

Rentabilidade em 36 meses*: 77%

O fundo tem como objetivo buscar retornos reais positivos no longo prazo. O processo de decisão de investimentos se baseia em análises macroeconômicas e institucionais. Dessa maneira, os gestores conseguem identificar os setores de maior potencial de valorização, e as melhores empresas dentro de cada setor. O gestor pode, eventualmente, usar instrumentos no mercado de derivativos com o objetivo de proteger ou maximizar os retornos esperados.

Aplicação mínima: R$ 5 mil (ou R$ 1 mil via plataformas digitais)

Taxa de Administração: 2% ao ano

Taxa de Performance: 15% do que exceder 100 % do Ibovespa.

Patrimônio Líquido**: R$ 256,6 milhões

Conheça os gestores:

André Gordon: foi gestor de renda variável em diversos bancos: Itaú BBA, Santander, Banco Bozano Simonsen e Pátria. Foi sócio-fundador da Turim. É formado em Economia pela FEA USP e tem mestrado na EPGE-FGV/RJ.

Rodrigo Glatt: Head da equipe de análise desde 2007, além de ser o analista de ações responsável pelos setores de Transporte e Industriais. Trabalhou no time de pesquisa do ABM AMRO Asset, no Itaú  e no Banco Bozano Simonsen. Geriu o Clube de Investimentos Omaha entre 2005 e 2006. Formado em Administração de Empresas pela FGV/SP

Sobre a gestora

Gestora independente, com foco em renda variável. Reúne profissionais com mais de 2 décadas de experiência no mercado, que consideram o longo prazo como filosofia de investimento.

10- TREND BOLSA AMERICANA FIA

Rentabilidade em 36 meses*: 77%

Com foco em investimentos internacionais, o fundo tem exposição ao desempenho do Vanguard Large-Cap ETF (VV), que tem como referência o índice CRSP US Large Cap, composto por mais de 500 ações de empresas norte-americanas de grande porte. O fundo tem proteção cambial ao dólar.

Aplicação mínima: R$ 100

Taxa de Administração: 0,5 a 0,7% ao ano

Taxa de Performance: não há

Patrimônio Líquido**: R$ 148,7 milhões

Conheça o gestor:

Danilo Gabriel: sócio da XP Inc., iniciou sua carreira no Middle Office da RB Capital Asset Management em 2013. Trabalhou no Banco BBM, onde fez parte do Back Office. Em 2017, passou a integrar o time de gestão da XP Asset. É formado em Engenharia Mecânica de Automóvel pelo Instituto Militar de Engenharia.

Sobre a gestora

A XP Asset Management conta com mais de 143 profissionais dedicados ao controle de riscos e à preservação do capital. Com R$ 152 bilhões de ativos sob gestão, a asset atende mais de 2,9 mil clientes.

As fontes de informações deste material são: Mais Retorno e sites das gestoras. Valores das cotas e percentuais de rentabilidade remetem à situação dos fundos em: *07/04/2023 e **12/04/2023.

* DISCLAIMER

A rentabilidade passada dos fundos não garante, em nenhum momento, rentabilidade futura. Este material tem caráter unicamente informativo/educativo, e não se traduz em indicações de investimento.

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Priscilla Arroyo

AUTORA

Priscilla Arroyo é jornalista, especialista na cobertura de economia e finanças. Com dez anos de experiência em redações, foi repórter do Brasil Econômico e da Isto É Dinheiro. Como freelancer, contribuiu com reportagens para El País, Uol e iG.

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