Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos termos de uso e políticas de privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.
Um guia completo para mudar sua relação com o dinheiro
Investir não é coisa só para milionários. Pelo contrário: toda pessoa que tenha renda e sonhos pode aplicar uma parte dos seus recursos em produtos financeiros que produzam retorno no futuro. Mas para percorrer esse caminho de uma maneira certeira e tranquila, é preciso paciência e disciplina.
O dinheiro não se multiplica sozinho, por isso é preciso começar o processo. Essa missão nem é tão difícil quanto possa parecer. Uma vez que os passos básicos são entendidos, aquele idioma “economês” passa a fazer parte do vocabulário – e do imaginário – de quem investe. Quanto mais cedo começar, maior será o patrimônio no futuro.
Boa leitura!

Diga adeus às dívidas. Não importa se é uma quantia grande ou pequena. É O fundamental é pagar todas as contas atrasadas antes de começar a investir. Afinal, os juros não podem mais corroer o seu dinheiro – pelo contrário: eles são imprescindíveis para ajudar a formar patrimônio.
Com as pendências resolvidas, vamos à organização. Quem trabalha sabe, claro, quanto ganha. E deve ter na ponta do lápis também quanto gasta. Se o extrato do cartão de crédito vier mais alto em um mês, e menor no outro, sem um padrão, é hora de mudar isso. O ideal é que os gastos passem a ficar estáveis e previsíveis. O primeiro passo para se tornar um investidor é ter controle total sobre os recursos disponíveis e os compromissos financeiros.
Existem dezenas de aplicativos que ajudam nessa tarefa. Para quem prefere o básico, uma tabela simples do excel resolve o problema. Ter esse controle ajuda não só na organização do dinheiro, como também na identificação das despesas supérfluas que podem ser cortadas para tornar o plano de investimento mais robusto.
A próxima etapa é separar uma quantia mensal para ser investida. Não importa o valor. O mais relevante nesse momento é conquistar a disciplina de separar um montante no começo do mês e já realizar um aporte. O esforço de poupar é essencial para que a empreitada do investidor funcione.

Perder o emprego ou ter um problema de saúde que exige desembolsos não está nos planos de ninguém. Mas infelizmente pode acontecer. Por isso, é importante ter dinheiro disponível para contar em momentos de tensão. O valor a ser poupado depende da vida financeira de cada um. Uma cifra média recomendada é o equivalente a seis meses do gasto médio mensal da pessoa ou família.
Essa quantia pode inaugurar a carteira de investimentos, já que deixá-la parada na poupança pode significar perder dinheiro. Há alternativas com baixo risco que permitem o saque em um dia, caso seja necessário, como alguns títulos do Tesouro Direto – opções consideradas como as mais seguras do Brasil. Logo vamos falar mais sobre esses títulos.

Investimentos geralmente se destinam a financiar planos para o futuro. Por isso, listar os objetivos a serem realizados com o capital é importante tanto para motivar a disciplina financeira, quanto para ajudar a escolher os melhores produtos.
Essas metas podem ser organizadas em termos específicos, como “comprar um carro”, “comprar uma casa”, “fazer uma viagem” ou simplesmente “fazer uma reserva de poupança”. Quando esse plano é desenhado, o tempo de aplicação deve ser considerado como fator decisivo para definir os investimentos mais apropriados.
No caso da compra da casa própria como meta, por exemplo, pode-se considerar um valor alto e um tempo de aplicação longo. Há diversas opções de produtos que podem oferecer bons rendimentos no longo prazo. Nesse cenário, é importante acompanhar as mudanças do mercado e avaliar mensalmente se o plano traçado no início segue sendo a melhor opção. Pode ser que seja preciso fazer adaptações para aproveitar alguma oportunidade, ou até mesmo para defender os recursos diante de eventuais movimentações da política e da economia – o que pode refletir de maneira direta na rentabilidade das aplicações.

Quanto mais conhecimento e informação, melhor tende a ser o retorno do capital investido. Por isso, é fundamental para quem investe ler diariamente as notícias com interesse de acompanhar os fatores que influenciam o mercado financeiro. Isso ajuda a criar uma visão panorâmica do mercado e contribui no momento de formular táticas para adequar a carteira às mudanças de cenário.
Acompanhar conteúdos mais aprofundados sobre os assuntos de mais interesse é igualmente importante, pois aumenta o domínio sobre produtos e estratégias. Dividir esse conhecimento com colegas, amigos e familiares é uma ótima maneira de criar familiaridade com o universo de investimentos. Esse intercâmbio de ideias pode ser essencial para evitar erros e enxergar melhores alternativas para otimizar o rendimento do capital.

É quanto o investidor ganha com uma aplicação financeira. O retorno é mensurado por meio de um percentual, a rentabilidade. Risco e retorno são conceitos interligados, pois geralmente quanto maior o risco, maior é o retorno de um investimento. O contrário também se aplica: quanto menor risco, mais baixo o potencial de retorno.
No mercado financeiro, risco representa o potencial prejuízo que o investidor pode ter nos aportes. Isso é influenciado por diversos fatores, entre eles as mudanças nos preços dos ativos em meio a oscilações do cenário político e econômico e problemas na empresa que recebeu o investimento.
É difícil mensurar o nível exato de risco de cada um dos investimentos. Mas existem alguns parâmetros utilizados pelos analistas para estimar o prejuízo potencial de um produto financeiro ou uma carteira de investimentos em um período determinado. O Value at Risk (VaR) é um dos métodos mais usados no mercado para esse fim.
Mas quando se trata de risco, uma coisa é certa: não se pode prevê-los com exatidão. Alguns fatores imprevisíveis podem afetar o preço de determinados ativos – e isso pode acontecer de um dia para outro. Por isso, o ideal é diversificar os aportes entre ativos com maior e menor risco para proteger o patrimônio.
É a capacidade de converter um ativo em dinheiro. Um investimento com alta liquidez (ou muito negociado) permite o saque de maneira imediata ou em período curto, como um dia. Já um investimento com baixa liquidez apresenta dificuldade de ser negociado por conta da baixa demanda. Nesse caso, o investidor pode ter dificuldade para sacar o montante investido.
Há uma relação direta entre liquidez e rentabilidade: geralmente quanto maior o retorno, menor é a liquidez. Por isso, é necessário planejar os aportes levando em conta os prazos e a liquidez de cada ativo que fizer parte da carteira.
“Nunca deixe os ovos na mesma cesta”. Essa é a regra de ouro para ter sucesso nos investimentos. Ou seja, é prudente distribuir o dinheiro entre diversos ativos como estratégia para diminuir o risco.
Para que esse planejamento seja feito de maneira coerente, o investidor deve ter claro suas metas financeiras para escolher os melhores produtos para formar a sua carteira.
Uma vez que esse portfólio é montado, é importante acompanhar o cenário e avaliar se mudanças são necessárias. O mercado financeiro está sempre sendo influenciado por diversos fatores. Por isso, identificar as categorias de investimentos que teriam melhor rentabilidade no cenário mais provável em um futuro próximo é uma boa estratégia. Manter essa atenção também contribui para a busca de alternativas que funcionem como proteção do patrimônio, levando em conta que um cenário adverso pode se materializar e é será preciso enfrentá-lo.

Há dois principais grupos de investimentos: renda fixa e renda variável.
Os títulos públicos ou privados estão nessa categoria: o investidor empresta dinheiro para o governo ou para empresas e recebe uma remuneração por isso.
Conhecido como a porta de entrada dos investimentos por ter baixo risco, o Tesouro Direto é um programa do governo que permite a compra de títulos públicos.
Os títulos do Tesouro são divididos em três categorias, conforme o tipo de remuneração. Nos prefixados, o rendimento do título é combinado no momento da compra. Já no pós-fixado, a remuneração a um indexador da economia como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ou a taxa básica de juros, Selic. Trata-se de uma ótima opção para deixar a reserva de emergência.
No mercado de títulos privados bancários temos os conhecidos CDBs (Certificado de Depósito Bancário). Eles podem ser prefixados, os títulos pós-fixados e os híbridos, que pagam um valor fixo mais a variação de algum indicador, como o IPCA ou a taxa CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Aplicações de até R$ 250 mil são garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Ainda na modalidade de títulos privados bancários, há opções como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). Ao comprar esses títulos, o investidor contribui para o desenvolvimento desses setores, por isso há a vantagem de não pagar Imposto de Renda. Vale destacar que essa categoria não conta com garantia do FGC.
Na renda fixa, também existe a possibilidade de comprar títulos emitidos por empresas – as debêntures. Os recursos levantados pelas companhias com esses papéis são usados para financiar grandes projetos, por isso trata-se de uma opção que usualmente oferta prazos longos de vencimento, que podem chegar a uma década. Os aportes não contam com a garantia do FGC.
Para investidores que aceitam obter um pouco mais de risco e horizonte de retorno de médio e longo prazo, os Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são opções. Trata-se de títulos de créditos oferecidos por empresas dos respectivos segmentos e são isentos de Imposto de Renda.
Diversificação
Dentro da renda fixa, é possível investir em diversos produtos ao mesmo tempo por meio dos fundos de investimento. Essa modalidade coletiva de aplicação reúne o patrimônio de várias pessoas – os cotistas – para investir em uma carteira administrada por um profissional capacitado do mercado financeiro. Esse gestor tem liberdade para aplicar os recursos em diferentes investimentos, dependendo da proposta do fundo.
Pode haver variação positiva ou negativa dos ativos, por isso o risco é mais alto em comparação aos produtos de renda fixa, nos quais o investidor sabe a taxa de retorno até o vencimento do investimento.
Um dos investimentos mais conhecidos da renda variável é a Bolsa de Valores, que possibilita a compra de ações de empresas que estão listadas, ou seja, que têm capital aberto. Ao comprar esses papéis, o investidor se torna sócio da companhia e fica sujeito aos lucros e prejuízos do negócio
As cotações das ações são bastante sensíveis ao temperamento do mercado e da economia, o que influencia em tempo real o patrimônio de quem investe. Por isso, essa é uma opção dentro da renda variável para aqueles que buscam melhores retornos ao longo do tempo e sabem lidar com incertezas e volatilidade – o sobe e desce dos preços.
Há uma enorme diversidade de fundos que mesclam tipos de investimentos na renda variável, como fundos dedicados a ações, fundos imobiliários – que aplicam recursos em diversos segmentos do setor, como prédios comerciais, galpões logísticos, títulos do setor – e Exchange Traded Funds (ETFs), também conhecidos como “fundos de índices”. São veículos que replicam a composição de índices financeiros (como o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira) e têm as cotas negociadas no pregão da Bolsa, como as ações.

O tamanho do risco que cada pessoa está disposta a assumir quando pensa em um investimento se traduz no seu perfil de investidor: pode ser conservador, moderado ou arrojado.
Esse perfil é conhecido por meio de um questionário que deve ser respondido no banco ou na corretora antes de começar a realizar os aportes. A partir dessa informação, a instituição vai oferecer os produtos adequados para cada pessoa.
O conservador está disposto a correr menos riscos. Para garantir a segurança do seu patrimônio, aceita um produto financeiro que pode render menos no futuro, como produtos da renda fixa.
Já o moderado aceita a correr um pouco mais de risco com objetivo conquistar rendimentos acima da média, mas também preza pela segurança do patrimônio. Então admite ter uma carteira com diversos tipos de aplicações.
O agressivo ou arrojado, por sua vez, visa grandes lucros e por isso tolera correr altos riscos. Tende a manter a maior parte das aplicações em renda variável, com foco na compra de ações ou de fundos que investem nesses ativos. Usualmente quem tem esse perfil já conhece o mercado e tem um patrimônio relevante, o que permite arcar com possíveis perdas.

Uma instituição financeira faz a intermediação entre o investidor pessoa física – que não tem acesso aos investimentos de forma direta – e o mercado. Na XP Investimentos, por exemplo, esse cardápio de ativos é virtual – a plataforma contém centenas de opções na renda fixa e variável.
Para montar a carteira de maneira assertiva, de acordo com os seus objetivos e perfil, o investidor pode contar sempre com o apoio de um assessor de investimentos da SVN. Esse profissional acompanha diariamente o mercado e está de olho nas melhores oportunidades do mercado.

O consultor ou assessor de investimentos tem o papel de orientar, apresentar e oferecer investimentos disponíveis no mercado. Para isso, ele vai avaliar o cliente de maneira personalizada ao considerar o perfil de investidor, os objetivos e as preferências individuais para considerar as melhores opções.
Além de apresentar os ativos mais alinhados às metas de cada cliente, esse profissional pode indicar gestores e outros profissionais do mercado financeiro que realizam operações customizadas.
O assessor também acompanha a carteira e geralmente propõe mudanças para alinhar o portfólio ao momento do mercado.

Investir exige uma mudança de hábitos.
É importante manter as finanças organizadas e, sempre que possível, economizar. Manter a constância nos aportes é primordial, e quanto maior a quantia direcionada para as aplicações, mais próximo o investidor estará da sua meta.
A dedicação em aprender a usar as ferramentas disponíveis para fazer o dinheiro render deve ser motivada sempre pelos objetivos traçados no momento da elaboração do plano de investimentos. No mais, basta disciplina para conquistar as metas.
O caminho para alcançar o sucesso nos investimentos é gradual. Por isso, é preciso ter paciência e encarar eventuais erros como aprendizado. Depois, é só comemoras as conquistas.
A SVN Investimentos é um dos cinco maiores escritórios parceiros parceiros da XP. Com mais de R$ 10 bilhões de patrimônio sob custódia, reunimos uma equipe de especialistas para apoiar pessoas, famílias e empresas a criar um plano assertivo de investimentos. Atendemos clientes que tenham a partir de R$ 300 mil disponíveis para aportes.


Comece agora mesmo a realizar seus objetivos financeiros com todo o suporte de um assessor de investimentos.
Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos termos de uso e políticas de privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.