FUNDOS DE RENDA FIXA
PARA OS SEUS INVESTIMENTOS

Saiba como ter diversificação e gestão profissional

Introdução

Com o desenvolvimento do mercado financeiro, cresce cada vez mais a oferta de produtos aos investidores. Essa situação é positiva, pois fica mais fácil para cada pessoa encontrar ativos que atendam às suas necessidades.

Se, por um lado, surgem melhores opções de aportes, por outro, é mais trabalhoso analisar tudo o que há disponível. Os fundos de investimento podem ser uma solução para lidar com esse desafio.

Eles são divididos em cotas negociadas no mercado e, para aportar em um fundo, é necessário comprar parte das cotas. Como une diversas pessoas, o gestor monta a carteira com grande capital – geralmente, maior que o de muitos investidores.

Outra vantagem dos fundos é a facilidade de realizar uma boa diversificação. Além disso, é possível acessar ativos mais restritos à pessoa física, como os destinados a investidores qualificados – quem possui R$ 1 milhão ou mais e profissionais certificados.

Atualmente também existem diversas opções em fundos. Você pode sempre contar com o auxílio de um assessor de investimentos da SVN para que sua carteira atenda seus objetivos e necessidades.

 

Boa leitura

Índice

Renda Fixa

Ativos de renda fixa costumam ser direcionados a investidores conservadores, que buscam maior segurança. Isso ocorre porque entre seus principais atrativos estão: rentabilidade previsível e ser livre das oscilações vistas na renda variável, como em ações da Bolsa de Valores, por exemplo.

Também é comum que investidores iniciantes deem os primeiros passos no mercado financeiro por meio da renda fixa. Nela, há diferentes opções de ativos, divididos entre Títulos Públicos e Privados. Os papéis podem ser do Governo, de uma empresa ou de algum banco. Ao aportar na renda fixa, o investidor empresta dinheiro para a instituição emissora.

Em troca do empréstimo, as aplicações oferecem juros aos investidores. O valor pago e outros detalhes, como prazos, são pré-definidos no momento da aplicação.

Apesar de serem considerados mais seguros, os títulos de renda fixa não são completamente livres de problemas e é possível ter perdas – caso se empreste dinheiro a uma empresa e ela quebre, por exemplo.

Entre os títulos mais comuns dessa classe de ativos, temos: Debêntures, Tesouro Direto, Letras de Câmbio, CDB, LCI e LCA, CRI e CRA. Você encontra mais informações sobre eles no blog da SVN.

Na renda variável as situações tendem a ser invertidas e não é possível saber realmente qual será o retorno no final do investimento – não há nem mesmo certeza de que se vai ganhar dinheiro. Por outro lado, é normal que, em troca de menos segurança, as possibilidades de retorno sejam maiores. As ações negociadas na Bolsa de Valores são um exemplo conhecido de ativos de renda variável.

Rentabilidade

Os rendimentos oferecidos por títulos de renda fixa variam de acordo com cada papel e existem três tipos principais.

Prefixado: a taxa de juros é fixa. Então, desde o momento da aplicação, o investidor sabe exatamente o quanto receberá de retorno. Os valores são expressos em uma porcentagem sobre a quantia investida.

Pós-fixado: a remuneração segue um indicador de referência, como a inflação medida pelo IPCA, por exemplo. Nesse caso, o investidor não conhece o valor exato que receberá, mas sabe que será equivalente ao índice. Outros indicadores comuns são a taxa Selic e o CDI.

Híbrido: neste caso os títulos unem os dois outros modelos. Então, é feita a indexação por um índice de referência, mais uma porcentagem fixa – um papel pode oferecer IPCA + 5%, por exemplo.

Índices de referência

setas indicando taxas de juros altos

Como explicado, títulos pós-fixados e híbridos utilizam índices de referência para estipular o pagamento de juros ao investidor. Atualmente, as altas observadas na inflação e na taxa de juros podem gerar resultados positivos na renda fixa. Vamos tomar como base os três principais que citamos – IPCA, Selic e CDI.

A inflação medida pelo IPCA está em alta. Devido a isso, há investidores que, mesmo na renda variável, têm dificuldade de conseguir rentabilidades acima do índice – isso significa que na prática as pessoas perdem dinheiro.

Em abril, o IPCA apresentou alta de 1,06% e, no acumulado de 12 meses, atingiu a marca de 12,13%. No atual momento da economia, títulos atrelados à inflação podem ser um caminho para se proteger da alta generalizada de preços.

A taxa Selic é o instrumento do Banco Central para combater a inflação. Ela estava definida em 2% ao ano no início de 2021 e investimentos atrelados a ela poderiam oferecer rendimentos baixos. Porém, ainda no ano passado o Banco Central deu início a um ciclo de alta da taxa, que chegou a 12,75% em 4 de maio deste ano.

De acordo com o Relatório Focus publicado dois dias antes, a Selic ainda deve subir meio ponto percentual em 2022.

O CDI (Certificado de Depósitos Interbancários) é uma taxa referente à média cobrada em empréstimos que bancos fazem uns aos outros. Geralmente, ela acompanha a Selic e é possível encontrar títulos que oferecem rendimento acima de 100% do CDI.

O que são fundos de renda fixa

Como explicamos anteriormente, os fundos de investimento em renda fixa possibilitam o acesso a uma carteira diversificada e administrada por um gestor – profissional especializado com experiência no mercado financeiro.

Há casos em que o aporte mínimo é de R$ 500. Então, com essa quantia, o investidor já conta com todas as vantagens oferecidas.

Suponha que Paulo, um empresário e investidor, separou uma determinada quantia para adquirir um ativo de renda fixa. Porém, ele leu sobre o assunto e mudou de ideia, direcionou os recursos para um fundo. Ao invés de ter um único título, Paulo contará com uma carteira bem diversificada e administrada por um profissional.

De maneira geral, fundos de renda fixa são obrigados a ter, pelo menos, 80% de suas carteiras nessa classe de ativos. O restante pode ser direcionado a investimentos de maior risco para ampliar os ganhos.

Os fundos de renda fixa são divididos em categorias:

• Curto prazo: devem compor o portfólio com títulos que tenham vencimento de, no máximo, 375 dias. Além disso, o prazo médio da carteira deve ser de 60 dias.

• Referenciados: fundos que acompanham um indicador de referência do mercado, como a inflação ou a taxa de juros. Para isso, devem ter pelo menos 95% do patrimônio alocado em ativos que acompanhem o indicador escolhido.

• Simples: criados para facilitar o acesso de novos investidores, devem manter pelo menos 95% do seu patrimônio em títulos com risco soberano ou equivalente.

• Dívida externa: aportam, no mínimo, 80% da carteira em títulos relacionados à dívida externa da União.

Tributação e custos

A tributação da maior parte dos ativos de renda fixa segue um padrão para o pagamento de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e Imposto de Renda (IR). Ele também vale para os fundos de investimento.

O Imposto sobre IOF é cobrado se o resgate do investimento for feito em menos de 30 dias após a aplicação. A alíquota é de 96% do rendimento, quando isso é feito em um dia. A porcentagem diminui até zerar no trigésimo dia de aplicação.

Já o IR sempre é cobrado, mas a alíquota também muda com o tempo de investimento. A tributação é feita de acordo com a seguinte tabela:

PrazoAlíquota
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%
Após 720 dias15%

Quando se investe diretamente em um ativo de renda fixa, o investidor paga sua parte do IR apenas no resgate. Porém, esse aspecto é diferente para os fundos. As alíquotas do Imposto de Renda são cobradas sempre no último dia útil de maio e de novembro, durante o período de investimento.

Nesses momentos, o investidor tem parte de suas cotas do fundo recolhidas de maneira proporcional ao valor de imposto devido. Ou seja, dali em diante, a posição no fundo de investimento diminui. Esse sistema é conhecido como “come-cotas”.

É comum que parte dos aportes feitos nos fundos seja direcionada à gestão, como remuneração do trabalho. Esse valor é chamado de “taxa de administração” e é representado por uma porcentagem anual.

Há fundos que também bonificam seus gestores por desempenho acima do proposto como referência. Se a referência for o CDI, por exemplo, o gestor pode receber uma porcentagem dos ganhos que ultrapassarem o desempenho desse índice – é a chamada “taxa de performance”.

Fundos selecionados por especialistas da SVN

A equipe da SVN Investimentos é formada por especialistas do mercado financeiro com conhecimento técnico e experiência em suas áreas de atuação. Todos os meses a empresa atualiza sua carteira de investimentos recomendados exclusivamente aos clientes. Do material de maio, apresentamos três fundos para que você veja na prática os critérios de seleção nesse tipo de investimento.

No cenário econômico, o texto da carteira afirma que o mês de abril se desenrolou como os anteriores: a inflação foi um tema importante aos investidores e os preços de commodities enfrentaram forte volatilidade devido ao conflito entre Rússia e Ucrânia.

A inflação de 1,62% registrada no Brasil em março foi a maior para o mês desde 1994. De acordo com a análise da SVN, esse resultado fez os investidores se anteciparem para a alta de um ponto percentual na taxa básica de juros adotada pelo BC no início de maio. Nos EUA, os juros foram elevados para o patamar entre 0,75% e 1,00% ao ano.

A análise também aponta que, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, os juros devem subir novamente em junho. Espera-se que a taxa americana encerre o ano em 3,5% enquanto a brasileira não deve ultrapassar 13,25%. O texto da carteira indica que as expectativas melhoraram desde o choque inicial causado pelo conflito na Europa.

Por fim, o gestor afirma ter uma visão positiva para o Brasil no momento. Apesar do ano de eleições, o ciclo de alta dos juros se encaminha ao fim e o país ainda conta com boa captação de investimentos externos.

Sparta Max Advisory FIC FIRF CP

Aplicação inicial mínima: R$ 1.000.

Taxa de administração: 0,8% a.a.

Taxa de performance: 20% do que exceder o CDI.

A Sparta é uma importante gestora do Brasil. Com 25 anos de mercado e mais de R$ 5 bilhões sob gestão, ela iniciou seus trabalhos com fundos especializados em commodities. Em 2010, passou a oferecer produtos relacionados a crédito com o Sparta Top, um fundo procurado por grandes clientes institucionais, como RPPS – modalidade de previdência destinada a funcionários públicos concursados.

O fundo Sparta Max Advisory é derivado do Top. Ele busca maior flexibilidade e, assim, retornos mais interessantes. Seus investimentos são direcionados a títulos públicos, privados, cotas de outros fundos e podem ser utilizados investimentos destinados à proteção (hedge).

Sua meta é render 1,8% acima do CDI e, em 2021, encerrou o ano com rendimento de 7,88%, o equivalente a 179% da taxa usada como referência. No mês de abril o fundo se manteve com resultados acima do indicador e fechou o mês em 1,02%.

A carteira atual do Sparta Max Advisory inclui títulos de empresas como BRF, Klabin, Itaú, Bradesco, Iguatemi, Suzano e Porto Seguro, sendo que mais da metade dos ativos são Debêntures, como pode ser visto no gráfico a seguir:

Dos ativos na carteira, 33% estão alocados entre os setores Financeiro e de Utilities – empresas que prestam serviços de necessidade pública. Outros 13% são destinados a Consumo e Varejo. O restante está ligado a dez setores e, atualmente, o fundo mantém 13% de seu patrimônio em caixa.

ARX Everest Advisory FIC FIRF CP

Aplicação inicial mínima: R$ 1.000.

Taxa de administração: 0,7% a.a.

Taxa de performance: não há.

A ARX Investimentos é uma gestora fundada em 2001 que, sete anos depois, passou a ser controlada pelo BNY Mellon, grupo global sediado em Nova York. Ela oferece fundos para diversas estratégias, como ações, multimercados e renda fixa.

Com 21 anos de trabalho, a gestora conta com 46 profissionais responsáveis por mais de R$ 40 bilhões sob gestão. Ao considerar todo o trabalho do grupo BNY Mellon, esse número ultrapassa US$ 2 trilhões.

Este fundo de renda fixa adota uma estratégia chamada Crédito High Grade, isso significa que seus investimentos são direcionados a ativos de crédito privado com baixo risco de inadimplência. Em 2021, o fundo obteve retorno de 7,36%, o equivalente a 167% do CDI.

As cotas dos fundos de investimento podem apresentar volatilidade, e o ARX Everest trabalha com a meta de não ultrapassar 1,5% ao ano. Seu objetivo de retorno é de CDI + 1% a CDI + 1,8%. Ele foi iniciado em 2019 e, desde então, sua rentabilidade abre cada vez mais em relação ao índice de referência, como pode ser visto no gráfico a seguir:

XP Crédito Estruturado 120

Aplicação inicial mínima: R$ 10.000.

Taxa de administração: 1,50% a.a.

Taxa de performance: 20% sobre 100% do CDI.

A XP Investimentos conta com uma gestora própria chamada XP Asset Management. Seu portfólio oferece produtos tanto para investidores institucionais quanto para pessoas físicas em diferentes classes de ativos – renda variável, renda fixa, multimercados e fundos de investimentos estruturados. Atualmente, a XP Asset possui mais de R$ 137 bilhões sob gestão.

O fundo XP Crédito Estruturado opera com uma estratégia chamada High Yield, que se concentra em ativos de crédito privado com risco de inadimplência médio e alto. Quatro gestores, cada um especializado em determinados segmentos, tomam as decisões deste fundo. Eles são apoiados por uma equipe de mais de 50 analistas e o comitê de investimentos é liderado por Fausto Silva, CIO da XP Asset.

Por lidar com riscos maiores, o fundo também possui um objetivo de retorno maior: CDI + 3%. Por outro lado, a volatilidade esperada é menor que a do ARX Everest: de 0 a 0,3% ao ano. Em 2021, o fundo entregou 6,94% de rendimento, o equivalente a 158% do CDI.

O XP Crédito Estruturado teve seu início em 24 de dezembro de 2015 e, de lá até o final de abril, conta com as seguintes estatísticas, na comparação com o CDI:

 

Meses positivos

Meses negativos

Meses acima do CDI

Meses abaixo do CDI

Maior retorno mensal

Menor retorno mensal

Retorno 12 meses

Volatilidade 12 meses

Fundo

76

1

74

3

2,16%

-0,02%

9,22%

0,43%

CDI

77

0

–

–

1,21%

0,13%

7,09%

0,17%

(Fonte: XP Asset Management)

* DISCLAIMER

Este e-book tem como objetivo único informar os investidores sobre temas relacionados ao mercado financeiro. Com a iniciativa, a SVN visa contribuir com a educação financeira e facilitar o acesso à informação. As publicações devem ser compreendidas como material de educação e consulta, e não como recomendação de investimento.

Texto: Boris Bellini

Diagramação: Gabriela França

Conheça a SVN

A SVN Investimentos é um dos cinco maiores escritórios parceiros da XP. Com mais de R$ 10 bilhões de patrimônio sob custódia, reunimos uma equipe de especialistas para apoiar pessoas, famílias e empresas a criar um plano assertivo de investimentos. Atendemos clientes que tenham a partir de R$ 200 mil disponíveis para aportes.

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