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Uma alternativa para as empresas captarem recursos sem precisar dos bancos
Em um momento no qual os juros estão em dois dígitos, as taxas de empréstimos oferecidos pelos bancos tendem a disparar. Nesse cenário, qual seria a melhor alternativa para empresas captarem recursos necessários ao financiamento de projetos, à expansão ou até mesmo para reforçar o caixa?
A resposta se resume a três palavras: Mercado de Capitais. O Brasil passa por um momento singular, no qual a demanda por produtos de investimento cresce na esteira da entrada robusta de investidores tanto na renda fixa, quanto na renda variável. Na outra ponta, empresas buscam opções mais baratas para capitalizar o negócio.
Trata-se, portanto, do momento propício para as companhias levantarem recursos no mercado. Vale destacar que essa opção está acessível para empresas de todos os portes – inclusive negócios pequenos – que podem podem considerar essa alternativa em sua estratégia.
Neste material, vamos mostrar como funciona o mercado de capitais, e detalhar cada uma das possibilidades que ele oferece para a captação de recursos. O texto tem como base os temas abordados na live “Mercado de Capitais”, promovida pela SVN Investimentos. O time de palestrantes é formado por alguns dos maiores especialistas em assessorar empresas no desenvolvimento de operações no mercado de capitais*.
Boa leitura!
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*Eduardo Mekbekian, Samuel Pereira, Juliana Mellucci e Virgínia Benett

Em um cenário básico, as empresas tomam crédito direto com os bancos. O papel do mercado de capitais é encurtar o caminho de acesso ao dinheiro. Na prática, os produtos de investimentos são a ponte de ligação entre investidores – com recursos para realizar aportes – e empresários, que precisam de capital para otimizar a administração ou expandir os negócios.
Portanto, o mercado de capitais é o ambiente que reúne tomadores de crédito e investidores. Os aportes podem ser feitos de diversas maneiras: por meio de equity, quando o investidor entra no capital social da companhia; em fusões e aquisições, dinâmica na qual duas empresas se fortalecem; ou na renda fixa, modalidade na qual quem investe empresta dinheiro a empresas ou governos por meio da compra de títulos (debêntures).

Ao decidir que buscar recursos no Mercado de Capitais é a melhor opção, os administradores sabem que há requisitos a serem preenchidos para possibilitar as operações. A jornada pode ser mais assertiva com o auxílio de uma equipe especializada em formatar e possibilitar o processo de captação.
A complexidade desse percurso vai depender do momento do negócio e dos objetivos a serem buscados com a operação, que pode ser feita de diversas maneiras. Podemos apontar quatro caminhos para a captação de recursos:
1- Abertura de capital (IPO)
2- Equity
3- Fusão e aquisição
4- Emissão de dívidas
Quando uma empresa decide abrir o capital, ela tem um caminho para percorrer até a cerimônia do IPO. Em resumo, os gestores organizam os processos do negócio e alinham a gestão às regras estabelecidas de compliance para promover a transparência do negócio.
Na prática, o processo de abertura de capital demanda o serviço de diversos especialistas, além de mudanças na cultura da empresa. O time de Corporate da SVN conta com profissionais qualificados para orientar todo esse processo.
Depois que a casa estiver organizada, e as finanças transparentes, o empresário pode solicitar à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorização para negociar ações na Bolsa de Valores. Ao fazer um IPO, a companhia fica apta a receber aportes dos investidores por meio da negociação de papéis preferenciais (PN) ou ordinários (ON).
Nessa modalidade, o investidor se torna sócio do negócio, e há diferentes caminhos para isso:
– Em empresas de capital aberto, com ações negociadas na Bolsa de Valores, os investidores se tornam sócios ao adquirir os papéis. Na outra ponta, a empresa levanta recursos para fazer investimentos de melhoria e/ou expansão da operação, o que tende a gerar riqueza, empregos e a valorização das ações.
– Em empresas de capital fechado, o equity se divide em três opções, que listamos a seguir:
– Private Equity: Investimento feito de maneira direta, sem intermediários, em empresas com bom potencial de crescimento.
– Venture Capital: Também conhecido como Investimento de Risco, é o aporte em empresas de pequeno ou médio porte e até mesmo iniciantes – frequentemente direcionado a startups. Geralmente envolve a aquisição de parte da companhia e participação do investidor nas decisões administrativas.
– Crowdfunding: O termo se popularizou ao possibilitar as conhecidas vaquinhas na internet. Mas a dinâmica também se refere a uma modalidade de investimentos regulamentada que possibilita o recebimento de diversos aportes individuais em um negócio. Para captar recursos dessa forma, as empresas devem ter receita de até R$ 10 milhões. Como retorno, os investidores recebem títulos da companhia com remuneração e prazos específicos para cada caso.

O termo se refere a duas situações diferentes. No processo de fusão, o nome de uma empresa deixa de existir e sua estrutura passa a integrar a outra companhia. Já em aquisição, uma empresa – ou parte dela – é comprada, mas as suas atividades continuam. Nesse tipo de negócio, os dois lados encontram sinergia – ou seja, se unem para ganhar eficiência, pois são capazes de gerar mais valor ao trabalharem juntos.
Para captar recursos no mercado financeiro, uma empresa pode emitir títulos de dívida. Em troca, ela oferece o pagamento de juros aos investidores, geralmente atrelado a algum indicador econômico, como Selic, CDI ou outra taxa prefixada pela emissora.
As dívidas no mercado de capitais costumam ser estruturantes – isso significa que os prazos são longos e o cronograma de amortização é customizado. Quando uma empresa busca recursos por meio da emissão de dívida, deve considerar a necessidade de trabalhar com horizontes mais longos.
Investimentos em equity e em dívidas estruturantes são opções customizadas e que oferecem prazos longos – que podem ultrapassar 10 anos. Essas condições dificilmente são conseguidas em empréstimos bancários.
Não é à toa que a captação de recursos no Mercado de Capitais está em expansão no Brasil. Em 2021, o total de ofertas atingiu R$ 596 bilhões*. O resultado é 60% maior em comparação com 2020. Somente em dezembro, o montante captado foi de R$ 78,5 bilhões, com destaque para os FIDCs, que responderam por 33% das captações no último mês do ano.

Vamos levar em consideração uma empresa de capital fechado. Na primeira captação que ela fizer no Mercado de Capitais, terá de convencer os investidores que o negócio é confiável para facilitar os aportes. Isso significa ter o balanço auditado ou passar por avaliação da agência de classificação de risco e ter uma nota de crédito.
Com o sucesso dessa primeira empreitada, as próximas captações tendem a ser facilitadas, uma vez que os investidores já conhecem a companhia.
O Mercado de Capitais é dinâmico à medida que possibilita flexibilidade e personalização para promover as captações, que podem ser realizadas por meio de diversos instrumentos, sendo esses os principais:
– Desconto de duplicatas e empréstimo com garantia real (Dívida de Curto Prazo)
– Operação de crédito estruturada via Nota Promissória, Debêntures ou Recebíveis (-Dívida de Médio Prazo)
– Operação de crédito, estruturada via CRI (Certificado de Recebível Imobiliário), CRA ((Certificado de Recebível do Agronegócio) ou Debêntures (Dívida de Longo Prazo e Estruturada)
– FIDIC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios)

O trabalho de assessoria tem como foco conhecer a demanda pelo capital e analisar como isso pode ser organizado em uma operação – é dessa forma que o mercado de capitais se mostra mais eficiente.
Em resumo, nas operações do Mercado de Capitais, os profissionais que viabilizam a operação buscam entender todo o ciclo da empresa. O objetivo é criar uma estrutura eficiente tanto para o tomador de recursos quanto para o investidor.
Em 2022, a SVN Investimentos reforça o time de especialistas qualificados em assessoria a empresas. A equipe do Corporate SVN, liderada por Juliana Melucci, passa a contar com o apoio dos profissionais da Meri Capital e do gestor Leonardo Morales, da SVN Gestão.

Ao captar recursos no mercado, as empresas ganham fôlego para expandir, promover um grande projeto ou apenas reforçar o caixa. Como falamos acima, trata-se de uma oportunidade para levantar recursos com prazos de vencimento mais estendidos, vantagens tributárias e soluções customizadas.
O empresário que se interessa em realizar uma captação pela primeira vez deve levar em consideração o tempo adaptação dos investidores ao negócio. Na prática, significa que, geralmente, a primeira emissão de uma companhia não tem um custo competitivo. Porém, a partir dela, os investidores tomam conhecimento da empresa e se inicia uma construção de confiança que se fortalece ao longo do tempo.
A partir da primeira captação, os investidores passam a avaliar a utilização do capital pelo management (gestão), que tem a chance de demonstrar sua competência ao entregar aumento de lucro a partir do gerenciamento dos novos recursos.
Com o tempo, o próprio mercado cria uma concorrência para direcionar recursos àquela empresa. Dessa forma, as taxas melhoram e o endividamento passa a ser composto de maneira ainda mais saudável.
Outra vantagem significativa é a personalização do produto. Todos os ângulos possíveis da empresa são analisados por especialistas da área de Corporate da SVN com o intuito de encontrar o ponto certo em que investidores terão interesse de comprar a operação.
A partir dessa avaliação, é possível estender passivos que variam de dois a quatro anos para sete ou até 10. Existem operações ainda mais longas, com 12 anos, por exemplo.

É possível montar operações no mercado de capitais com volumes que partem de R$ 10 a 15 milhões. Porém, se for maior, pode-se diluir os custos da estruturação – reduz o chamado all in, que são os custos totais. Esses valores eram mais caros no passado, mas atualmente é possível negociá-los, o que possibilita operações com volume mais baixo.

Uma boa governança corporativa – ou o sistema e os valores que regem a diretoria das empresas – é quesito fundamental para o sucesso de uma captação no Mercado de Capitais. Uma operação pode chegar até a ser estruturada e não sair do papel caso esse requisito deixe a desejar. Então, os agentes geralmente dão dicas ao empresário para otimizar a administração. “Normalmente, a situação termina e a gente acaba plantando uma sementinha super positiva na gestão do negócio”, diz Samuel Pereira, Sócio-Fundador da Meri Capital, que conta ter vivido inúmeras vezes experiências como essa.

“O lado bom aparece na melhora de políticas de governança, na forma como informações são processadas e na auditoria de balanço. São aspectos que, inclusive, melhoram a compreensão sobre a própria empresa por parte do empreendedor”, afirma Pereira.

Investir exige uma mudança de hábitos.
A área de Corporate da SVN, liderada por Juliana Melucci, atende a todas as demandas financeiras de uma empresa. Desde a definição da política de investimentos até a oferta de modalidades específicas de crédito, os profissionais oferecem as melhores soluções de acordo com o perfil de cada negócio. Os empresários podem contar igualmente com assessoria em operações de capitalização (emissão de dívida e IPO),fusões e aquisições, além de soluções de hedge cambial para importadoras/exportadoras.
O time conta com a parceria da Meri Capital e da SVN Gestão.
A SVN Investimentos é um dos cinco maiores escritórios parceiros da XP. Com mais de R$ 10 bilhões de patrimônio sob custódia, reunimos uma equipe de especialistas para apoiar pessoas, famílias e empresas a criar um plano assertivo de investimentos. Atendemos clientes que tenham a partir de R$ 200 mil disponíveis para aportes.


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